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LG Portugal e ERP Portugal promovem debate sobre e-waste

  • Atualizado
  • 22/05/2019

Especialistas, académicos e membros do Governo reuniram-se em Lisboa para refletir sobre Tecnologia Sustentável na Era Digital

 

 

Pode a tecnologia ser sustentável num mundo dominado pelo consumo de gadgets digitais, cujo crescimento desenfreado é totalmente proporcional ao lixo eletrónico produzido? A resposta a esta questão é um dos grandes desafios da sociedade atual que produziu, em 2016, 44,5 milhões de toneladas de REEE prevendo-se que daqui a dois anos, em 2021, este valor ascenda a 52 milhões de toneladas.

A realidade e os desafios associados à problemática do lixo eletrónico, no País, na Europa e no Mundo foi o tema central do “e-Waste Summit |Tecnologia Sustentável na Era Digital” que reuniu hoje em Lisboa, pela primeira vez, vários especialistas na matéria, mas também académicos, ambientalistas, setor empresarial e decisores políticos, como o secretário de Estado do Ambiente, com o objetivo comum de contribuir para uma análise do panorama português no que respeita à gestão dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos - REEE.

Este momento de debate, que surge da união de esforços entre a LG Electronics Portugal e a ERP Portugal (Entidade Gestora de Resíduos) para consciencializar os portugueses para a importância de neutralizar algumas das principais ameaças ambientais, entre as quais se insere o “lixo eletrónico”, do qual apenas 15 a 20% é reciclado a nível mundial, é apenas uma das iniciativas que estas duas entidades vão levar a cabo até ao final do ano.

A organização do e-Waste Summit surge no âmbito da estratégia de Responsabilidade Social e Corporativa da LG Eletronics, cujo principal objetivo é a criação de um sistema de gestão e um portfolio que assegurem um ambiente melhor, contribuindo para que as comunidades onde operam tenham uma vida melhor, tanto a nível social como ambiental.

“A estratégia de sustentabilidade da LG Electronics oferece um serviço personalizado de devolução e reciclagem de resíduos eletrónicos, que responde às necessidades e exigências locais, nos países onde as regulamentações de resíduos eletrónicos estão em vigor, como é o caso de Portugal”, explica o Diretor de Marketing da LG Portugal, Hugo Jorge,  esclarecendo que “a LG já desenvolve a nível mundial um processo de montagem para os seus televisores que é executado de forma a que o desmantelamento permita a reciclagem de grande parte dos componentes, pois estamos cientes de que o lixo eletrónico é quase 100% reciclável, desde que seja devidamente tratado.”

Para Rosa Monforte, Diretora Geral da ERP Portugal, “estas iniciativas são bastante relevantes, pois permitem alertar para a importância da adoção de comportamentos sustentáveis, sensibilizando a população e chamando para a agenda do dia esta preocupação, que é de todos. Aumentar a quantidade de REEE recolhidos nos canais corretos com vista ao tratamento das suas substâncias nocivas, bem como a reciclagem de materiais são metas que a ERP Portugal tem na base destas oportunidades de informação, sensibilização e educação dos diferentes grupos-alvo visados.”

Com o volume de resíduos eletrónicos cada vez mais crescente, são várias as iniciativas e campanhas de sensibilização que a LG tem vindo a promover em torno da consciencialização e preservação ambiental. Para além das inovações e medidas adotadas para neutralizar algumas das principais ameaças ambientais, e do desenvolvimento de equipamentos com uma cada vez maior eficiência energética, a LG tem também contribuído ativamente para a preservação efetiva do meio ambiente a nível global, mas também no nosso País.

Para o efeito a marca tem estado associada a várias iniciativas e campanhas de sensibilização como a plantação, no ano passado, de mais de dois milhares de árvores junto ao aeródromo da Maia, zona afetada pelos fortes incêndios de 2017, ou na Geração Depositrão desenvolvida pela ERP Portugal e que conta, em média, com o envolvimento de mais de 900 entidades, 420 mil alunos e cerca de 40 mil professores, com maior incidência nas escolas do 1.º ciclo do ensino Básico.

Lixo eletrónico: os números
A estratégia de sustentabilidade da LG  assume cada vez mais relevância num mundo dominado pelo consumo de gadgets digitais, cujo crescimento desenfreado é totalmente proporcional ao lixo eletrónico produzido. Segundo estimativas das Nações Unidas, em 2016, foram produzidas 44,5 milhões de toneladas de REEE em todo o mundo. No caso da Europa, a percentagem de resíduos recolhidos é de 35% de 12,3 milhões de toneladas produzidas e em Portugal foram recolhidas em 2017 aproximadamente 63 mil toneladas de REEE.

O  volume de lixo eletrónico aumentou globalmente 8% em apenas dois anos, entre 2014 e 2016. Com base em dados de 180 países, os especialistas sublinham que a produção mundial de lixo eletrónico aumentou mais de 30% em menos de uma década. Em 2025 a população mundial deverá gerar 53,9 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos por ano, caso se mantenha o atual crescimento na ordem dos 3% anuais, uma vez que se prevê que o crescimento da população aumenta a produção de resíduos por cada pessoa em cerca de 20% em todo o mundo, passando dos 5,6Kg para os 6,7Kg por habitante e por ano.

Por outro lado, cerca de 60% do lixo eletrónico (dispositivos elétricos e eletrónicos sem utilização, obsoletos ou usados), que produzimos acaba em aterros. Do volume total produzido mundialmente sabe-se que apenas 15 a 20% é reciclado embora, quando devidamente tratada, a maior parte dos componentes utilizados nos equipamentos elétricos e eletrónicos (plástico, metal e vidro) possa ser reaproveitada e transformada em nova matéria prima.

e-Waste em Portugal
Em Portugal, com base na informação publicada nos relatórios de atividade das entidades gestoras, foram recolhidas em 2017 aproximadamente 63 mil toneladas de REEE. Estes resíduos foram encaminhados para tratamento, tendo sido igualmente cumpridos os objetivos de valorização e reciclagem, por categorias de REEE.

As recolhas de REEE na rede de recolha de proximidade da ERP Portugal, referentes a 2017, indicam que cerca de 43% dos resíduos recolhidos, em peso, foram de grandes eletrodomésticos (máquinas de lavar, fornos, fogões, por exemplo), seguidos dos equipamentos de frio, televisões e monitores, pequenos domésticos e lâmpadas. Em 2017 os distritos de Lisboa e Porto foram responsáveis por cerca de 88% dos resíduos recolhidos na rede de proximidade da ERP Portugal.

Até ao final de 2015, a meta nacional de recolha destes resíduos apontava para os 4kg/habitante, tendo aumentado em 2016 para 45% dos equipamentos colocados no mercado nacional nos três anos anteriores, considerando o peso total dos REEE recolhidos provenientes de utilizadores, particulares e não particulares. Esta meta de recolha tem sido cumprida pelas entidades gestoras licenciadas para a gestão deste fluxo específico de resíduos.

Este ano aumentou para 65% do peso médio dos equipamentos disponibilizados no mercado nacional nos três anos anteriores. Este número equivale a um aumento de 20% na meta de resíduos a recolher.